segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Azedume


um dia fez sentido
fomos três em dois momento
por três, quatro e cinco tempos
depois mudou

mudei pro norte
elas pro leste
e ele não quis dizer 

faz tempo 
alguém me disse
que as coisas serão 
sempre assim

sorrisos não são pra sempre
mas estão sempre no mesmo lugar

(poema aos meus caros amigos: Pamela, Tamyres e Rafael)

Cantarolando

 
É de imaginar bobagem
quando a gente liga na televisão
toda dor repousa na vontade
todo amor encontra sempre a solidão
...
todos os embates todos os dilemas
manda me avisar
manda me avisar eu sei
todo ser humano
pode ser um anjo

Eu também vou reclamar


Dois problemas se misturam
A verdade do Universo
A prestação que vai vencer
...
Ligo o rádio
E ouço um chato
Que me grita nos ouvidos
Pare o mundo
Que eu quero descer

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Psicodelia

detesto a covardia dos santos
adoro a coragem dos suicidas
o mundo é infinito pra quem sabe voar
pra quem não tem asas, ele é só um planeta
...

Conclusão

suas ideias já não me importam
pois elas não capazes de mudar o mundo

domingo, 23 de janeiro de 2011

...


a melhor forma de fazer com que um homem são 
atue maravilhosamente como um aleijado
é cortando-lhe as pernas

O avesso

levanto
tomo banho
pego meu biquíni
e meu óculos de sol
minhas cervejas na bolsa
meus chinelos já na porta
meu livro na mão
sigo rapidamente
para ver o sol
ignorando o fato de ser
um segunda-feira nublada

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Simpática solidão

vai dizer que você não gosta de sentir essa dorzinha que começa na altura da garganta e vai descendo até o peito de forma a apertá-lo até que te falte o ar? ...vai dizer que isso não tem graça?

Depois do começo


"Da nossa casa cega e medieval
Cantar canções em línguas estranhas
Retalhar as cortinas desarmadas
Com a faca surda que a fé sujou
Desarmar os brinquedos indecentes
E a indecência pura dos retratos no salão
Vamos beber livros e mastigar tapetes
Catar pontas de cigarros nas paredes"
                                    Renato Russo

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Doce Precipício



vou perambulando 
esforçando-me para não olhar 
os gritos me perseguem como fantasmas
e não consigo mais temê-los
humanos cada vez mais humanos
o esgoto está cada vez mais agradável
a psique corrompida e a língua embolorada
e esse pensamento sombrio que não me abandona:
-será que eles me veem como eu os vejo?